Hoje, domingo, dia dez de fevereiro de dois mil e oito, quero começar a semana registrando a minha profunda gratidão a Deus por tudo que Ele é, pelo que já fez e pelas grandes coisas que ainda fará; Pela força que tem me dado nesses últimos tempos, pela possibilidade de transformar derrotas em grandes vitórias, de lubrificar os olhos com lágrimas e assim poder visualizar com mais profundidade as belezas da vida, agradeço por não permiti que a rigidez dos problemas me roubasse a sensibilidade, e ao contrário, fizesse com que eu me tornasse mais realidade e menos ilusão, me tornasse melhor para aqueles que são bons e amam as virtudes, e me afastasse daqueles que só me olham procurando defeitos, para não se sentirem sós na mediocridade.
Obrigado meu Deus, pela oportunidade graciosa de poder iniciar uma nova etapa em minha vida, de poder começar o “novo”, usar as pedras das ruínas do passado para construir uma nova estrutura. “...esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançado para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo..” (Fp.3.13-14a).
Obrigado meu Deus, por pessoas preciosas que ofereceram ombros mesmo carregando seus pesados fardos, ofereceram perdão mesmo decepcionados, ofereceram atenção, mesmo sem entender direito, discordaram sem sonegar o amor, me amaram pelo que eu sou, me amaram na queda e não apenas na subida, não me amaram apenas quando me enxergaram útil, mas também, quando eu nada ou muito pouco podia oferecer.
Obrigado também Senhor, por aqueles que se colocaram contra, que se fizeram oportunistas, que foram rápidos em acusar e lentos em amar, que jamais procuraram todas as verdades, mas ficaram apenas com aquelas que cabiam em suas opiniões já preconcebidas. Eles me ensinaram que existem aqueles que se apressam em fazer mal.
Obrigado pelas palavras estúpidas mescladas de verdades, mas infelizmente a serviço da arrogância, produto de uma mente doentia que esconde fracasso por trás de uma pseudo-santidade, obrigado pelo silêncio covarde da omissão, obrigado Senhor, pois aprendi com essas pessoas que existe uma religiosidade que não compreende que as pessoas também erram por dor e nem sempre pelo prazer de errar. Mas tenho paz, pois até “a ira do homem te louvará”.
Em tudo dou Graças a Ti ó Deus! Pois me fizeste saber o tamanho dos meus pecados e me fizeste ver o mal que te causastes, mas, sobretudo me fizeste desfrutar do Teu amor sem par, que encobre multidão de pecados e que disciplina com o coração de Pai; que põem Sua mão de justiça sobre todos os que se acham maiores do que Ti e que desprezam o Teu amor à medida em que condenam e desprezam aquele por quem tu derramaste o Teu precioso sangue.
Obrigado Senhor! Por Tua maravilhosa graça, maravilhosa para aqueles que a desfrutam, insuportável para os que querem domesticá-la a tal ponto de definir (sem as Escrituras) sobre quem e onde ela deve atuar. Enganosa graça é essa, que iludi os tolos, levando-os a segurar-se com toda prepotência em seus trapos de imundícias, cheios de retalhos religiosos sem nenhuma espiritualidade. Obrigado Senhor! Pela sua graça que me livra de tal engano.
Obrigado Senhor! Por que Tu me sondas e me conheces!
E assim termino um ciclo.
Fábio de Souza Maia
“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade”. Carlos Drummond de Andrade

