sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A Fraqueza da Memória

Ocorre quando se é rápido para pensar nos erros e lento para lembrar-se dos acertos; Quando se esquece o saudável, o bom o produtivo, o que curou, abençoou, consolou, e se traz a memória o erro, a fraqueza, o tropeço, a mentira medrosa, o desvio, a dívida. Isso é uma triste doença da mente, da alma atrasada, e quem sabe, arrasada por suas fraquezas escondidas; esses se sentem assustados quando enxerga no outro suas próprias fraquezas, agridem para tentar esconder-se. Que pena! Que pena! Que você se esquece tão fácil, dos momentos que choramos juntos, que oramos juntos, que sofremos juntos, da boa palavra que te ajudou, do conselho que te iluminou, da lágrima compartilhada, da conversa longa na hora estranha, do socorro, do abraço, do afeto emprestado, investido; Que pena! Que pena que você esquece e troca tudo isso pelo erro cometido e sofrido, (pois todo erro trás dor, sobretudo a quem erra) pelo desvio. Que pena! Que pra você o mal consegue ocupar mais espaço do que o bom. Que bom! Que a mente de Deus não é assim! Que bom! Que Ele não é igual a mim, pois ele não erra e não se desvia; Que bom! Que Ele não igual a você que lembra mais, e dá mais crédito ao mal do que ao bom. A misericórdia dEle é a causa de não sermos consumidos e se renova todo dia durando para sempre. Por isso peço à Ele que eu faça como o profeta: traga a memória o que me pode dá esperança. E diga como o salmista: bendiga a minha alma ao Senhor e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.
Fábio Maia
Este texto está no site da revista Ultimato: http://www.ultimato.com.br/?pg=mural visite

Nenhum comentário: