(Paulo de Tarso)
Essas palavras foram escritas por um homem que teve uma formação religiosa e cultural admirável, galgou uma posição de liderança e status social elevada, não obstante a tudo isso, praticou atos reprováveis diante de Deus, ainda que por motivações de zelo para com a religião de seus pais e que podem até ser achadas coerentes com suas crenças e convicções; no entanto, ele pecou ao comete-las, foi cúmplice na morte de um dos grandes personagens do Novo Testamento (Estevão) e perseguiu outros tantos cristãos para prende-los e condená-los. Paulo tinha um currículo assustador que mereceu desconfiança por parte da liderança da igreja mesmo após sua experiência no caminho de Damasco, que exigiu um fiador de credibilidade como Barnabé para creditar a ele a confiança que ele necessitava naqueles primeiros dias de sua caminhada “pós-estrada de Damasco, pós-queda do cavalo, pós-encontro com Cristo”.
Nessas palavras dirigidas à Igreja de Filipos, Paulo preso em Roma, afirma sua nova mentalidade, sua nova visão da vida, sua disposição em considerar tudo àquilo que era tido como sublime e precioso aos olhos das pessoas: sua filiação histórica, sua bagagem cultural e religiosa, “seus diplomas”; considerar como esterco; em face da sublimidade de conhecer a Cristo. Ele não aceitou ser admirado ou rejeitado, em razão do seu passado.
Esse relacionamento com Jesus dava-lhe a força necessária para esquecer o que ficou para trás e avançar na direção do novo, ter um alvo para prosseguir, pois Deus o havia dado essa possibilidade e não seria os homens e nem o seu passado, que o iria impedir de fazer isso.
Essas palavras têm me fortalecido nesses dias e me encorajado a assumir minha nova edição. Deus não julga os pecados pelas motivações que nos levaram a cometê-los, portanto, os de Paulo nunca serão menores do que os de outros, Ele próprio se referia a si mesmo, como o maior dos pecadores, ele teve seus pecados perdoados, e eles foram tratados por Deus ao longo de uma vida. Assim tenho feito, coloquei-os nas mãos do Senhor e Ele os tem perdoado. Sobre o tratamento? Estou em paz! Deus os tem tratado.
Se alguém quiser ficar com o meu passado e tirar algum proveito dele, pois bem, eu, porém, estou caminhando para frente, para o alvo. Tenho acessado o passado apenas para não fazer replay, e também porque sei que existem pessoas muito preciosas a quais devo rever para retratar-me e corrigir erros que são possíveis, e receber o perdão que é saudável.
Minha nova edição certamente é melhor, tem nova capa, mais condizente com o conteúdo. Hoje estou mais livre para ser quem realmente sou, menos o que achava que deveria ser e com mais oportunidades para ser quem Deus realmente quer que eu seja.
Fábio Maia
Essas palavras foram escritas por um homem que teve uma formação religiosa e cultural admirável, galgou uma posição de liderança e status social elevada, não obstante a tudo isso, praticou atos reprováveis diante de Deus, ainda que por motivações de zelo para com a religião de seus pais e que podem até ser achadas coerentes com suas crenças e convicções; no entanto, ele pecou ao comete-las, foi cúmplice na morte de um dos grandes personagens do Novo Testamento (Estevão) e perseguiu outros tantos cristãos para prende-los e condená-los. Paulo tinha um currículo assustador que mereceu desconfiança por parte da liderança da igreja mesmo após sua experiência no caminho de Damasco, que exigiu um fiador de credibilidade como Barnabé para creditar a ele a confiança que ele necessitava naqueles primeiros dias de sua caminhada “pós-estrada de Damasco, pós-queda do cavalo, pós-encontro com Cristo”.
Nessas palavras dirigidas à Igreja de Filipos, Paulo preso em Roma, afirma sua nova mentalidade, sua nova visão da vida, sua disposição em considerar tudo àquilo que era tido como sublime e precioso aos olhos das pessoas: sua filiação histórica, sua bagagem cultural e religiosa, “seus diplomas”; considerar como esterco; em face da sublimidade de conhecer a Cristo. Ele não aceitou ser admirado ou rejeitado, em razão do seu passado.
Esse relacionamento com Jesus dava-lhe a força necessária para esquecer o que ficou para trás e avançar na direção do novo, ter um alvo para prosseguir, pois Deus o havia dado essa possibilidade e não seria os homens e nem o seu passado, que o iria impedir de fazer isso.
Essas palavras têm me fortalecido nesses dias e me encorajado a assumir minha nova edição. Deus não julga os pecados pelas motivações que nos levaram a cometê-los, portanto, os de Paulo nunca serão menores do que os de outros, Ele próprio se referia a si mesmo, como o maior dos pecadores, ele teve seus pecados perdoados, e eles foram tratados por Deus ao longo de uma vida. Assim tenho feito, coloquei-os nas mãos do Senhor e Ele os tem perdoado. Sobre o tratamento? Estou em paz! Deus os tem tratado.
Se alguém quiser ficar com o meu passado e tirar algum proveito dele, pois bem, eu, porém, estou caminhando para frente, para o alvo. Tenho acessado o passado apenas para não fazer replay, e também porque sei que existem pessoas muito preciosas a quais devo rever para retratar-me e corrigir erros que são possíveis, e receber o perdão que é saudável.
Minha nova edição certamente é melhor, tem nova capa, mais condizente com o conteúdo. Hoje estou mais livre para ser quem realmente sou, menos o que achava que deveria ser e com mais oportunidades para ser quem Deus realmente quer que eu seja.
Fábio Maia


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