“Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos”.Luís de Camões
É muito comum encontrarmos pessoas que desejam esquecer tempos em que tiveram sofrimentos, dores e situações adversas, alguns, desejam o novo ano muito mais como uma fuga, um desejo de distanciamento do ano anterior, do que a natural expectativa de um novo começo.
Embora seja compreensível, pois queremos nos afastar daquilo que no fez sofrer, devemos encarar o fato de que não é possível deletar, esquecer plenamente as lembranças e as informações que fazem parte de nossa história de vida, podemos ter um certo controle sobre o acessar essas lembranças, mas, elas sempre estarão na mente e de algum modo interferem em nossa vida hoje e no futuro. Essas verdades podem causar profunda tristeza e até depressão naqueles que tem uma visão meramente existencialista e sem a perspectiva cristã.
O passado é inalterável, nada mais pode ser feito para muda-lo, no entanto, ele deve ser fonte de aprendizado e amadurecimento. Creio que somente a cosmovisão cristã fornece uma maneira saudável e proveitosa para se lidar com as lembranças difíceis e inalteráveis.
Quando entendemos que a vida não é uma seqüência e nem fruto de acasos, mas sim, criação de Deus e soberanamente governada por Ele, compreendemos que há um plano maior onde todas as coisas contribuem de algum modo para o cumprimento desse plano, isso não elimina a nossa liberdade e muito menos nossa responsabilidade, mas, certamente estabelece limites em razão da soberania divina.
Dessa forma, ao olhar para o passado devemos extrair de todos os momentos vividos, lições que nos farão aprender e crescer, subindo novos degraus em nossa vida. Fazer do passado uma forma de hoje, no presente, construir um futuro melhor.
2007 foi um ano de muitas lutas, perdi pessoas, tive encontros difíceis, tive profundos desapontamentos, tive que me defrontar comigo mesmo e perceber em mim de forma muito dolorida defeitos e aspectos que precisam ser corrigidos. Tive que lamentar erros cometidos e impossíveis de serem corrigidos em razão de suas conseqüências consumadas.
Tive algumas conversas angustiantes, me decepcionei com pessoas que se fizeram amigas só enquanto eu tinha algo para oferecer, nem que esse algo fosse apenas sonhos, pessoas que não puderam suportar minhas fraquezas e decidiram por usá-las para justificar suas próprias e ainda escondidas deformidades.
Mas, 2007 foi um tempo de amadurecimento, de percepção de como as coisas não eram exatamente como eu enxergava, um tempo de reelaboração de propósitos e busca de novos ideais, tempo de refletir e reconstruir, tempo de conhecer novos amigos, conhecer melhor antigos amigos e até apreender melhor o conceito de amigo.
2007 foi fundamental para que eu chegasse nesse novo ano com a realidade de cursar Direito no Mackenzie, poder começar o ano com a possibilidade de passar na segunda fase de um concurso público e dá mais “up grade”, um passo a mais. Foi um ano que pude retomar minha vida eclesiástica, voltar à igreja; ter aperfeiçoado o meu relacionamento de amor com minhas filhas, foi também um ano para conhecer e desfrutar do amor de alguém que tem sido mais que uma companheira, alguém com a capacidade de me amar não pelo que fui, nem pelo que serei, mas pelo que sou, alguém que tem com seu carinho e dedicação me ensinando que com amor e compreensão, podemos superar todas crises. Aprendi que mesmo que o meu passado contenha muitos erros e problemas, o futuro está aí diante de mim, completamente intacto, virgem, novinho para ser construído e feito de coisas boas e surpreendentes.
Por esses e outros motivos, eu não quero esquecer 2007, pois sei o quanto ele foi importante para mim.
Desejo que seu 2008 seja cheio da graça de Deus e em todos os momentos que virão, os bons e os ruins você tenha a capacidade de visualizar tudo pela ótica da soberania de Deus e aprenda a aprender com tudo que acontece, e assim, seu 2008 será inesquecível.
Nele, que fez o meu ontem, meu hoje e o meu amanhã e fez todos eles quando eu nem sequer existia.
Fábio Maia
É muito comum encontrarmos pessoas que desejam esquecer tempos em que tiveram sofrimentos, dores e situações adversas, alguns, desejam o novo ano muito mais como uma fuga, um desejo de distanciamento do ano anterior, do que a natural expectativa de um novo começo.
Embora seja compreensível, pois queremos nos afastar daquilo que no fez sofrer, devemos encarar o fato de que não é possível deletar, esquecer plenamente as lembranças e as informações que fazem parte de nossa história de vida, podemos ter um certo controle sobre o acessar essas lembranças, mas, elas sempre estarão na mente e de algum modo interferem em nossa vida hoje e no futuro. Essas verdades podem causar profunda tristeza e até depressão naqueles que tem uma visão meramente existencialista e sem a perspectiva cristã.
O passado é inalterável, nada mais pode ser feito para muda-lo, no entanto, ele deve ser fonte de aprendizado e amadurecimento. Creio que somente a cosmovisão cristã fornece uma maneira saudável e proveitosa para se lidar com as lembranças difíceis e inalteráveis.
Quando entendemos que a vida não é uma seqüência e nem fruto de acasos, mas sim, criação de Deus e soberanamente governada por Ele, compreendemos que há um plano maior onde todas as coisas contribuem de algum modo para o cumprimento desse plano, isso não elimina a nossa liberdade e muito menos nossa responsabilidade, mas, certamente estabelece limites em razão da soberania divina.
Dessa forma, ao olhar para o passado devemos extrair de todos os momentos vividos, lições que nos farão aprender e crescer, subindo novos degraus em nossa vida. Fazer do passado uma forma de hoje, no presente, construir um futuro melhor.
2007 foi um ano de muitas lutas, perdi pessoas, tive encontros difíceis, tive profundos desapontamentos, tive que me defrontar comigo mesmo e perceber em mim de forma muito dolorida defeitos e aspectos que precisam ser corrigidos. Tive que lamentar erros cometidos e impossíveis de serem corrigidos em razão de suas conseqüências consumadas.
Tive algumas conversas angustiantes, me decepcionei com pessoas que se fizeram amigas só enquanto eu tinha algo para oferecer, nem que esse algo fosse apenas sonhos, pessoas que não puderam suportar minhas fraquezas e decidiram por usá-las para justificar suas próprias e ainda escondidas deformidades.
Mas, 2007 foi um tempo de amadurecimento, de percepção de como as coisas não eram exatamente como eu enxergava, um tempo de reelaboração de propósitos e busca de novos ideais, tempo de refletir e reconstruir, tempo de conhecer novos amigos, conhecer melhor antigos amigos e até apreender melhor o conceito de amigo.
2007 foi fundamental para que eu chegasse nesse novo ano com a realidade de cursar Direito no Mackenzie, poder começar o ano com a possibilidade de passar na segunda fase de um concurso público e dá mais “up grade”, um passo a mais. Foi um ano que pude retomar minha vida eclesiástica, voltar à igreja; ter aperfeiçoado o meu relacionamento de amor com minhas filhas, foi também um ano para conhecer e desfrutar do amor de alguém que tem sido mais que uma companheira, alguém com a capacidade de me amar não pelo que fui, nem pelo que serei, mas pelo que sou, alguém que tem com seu carinho e dedicação me ensinando que com amor e compreensão, podemos superar todas crises. Aprendi que mesmo que o meu passado contenha muitos erros e problemas, o futuro está aí diante de mim, completamente intacto, virgem, novinho para ser construído e feito de coisas boas e surpreendentes.
Por esses e outros motivos, eu não quero esquecer 2007, pois sei o quanto ele foi importante para mim.
Desejo que seu 2008 seja cheio da graça de Deus e em todos os momentos que virão, os bons e os ruins você tenha a capacidade de visualizar tudo pela ótica da soberania de Deus e aprenda a aprender com tudo que acontece, e assim, seu 2008 será inesquecível.
Nele, que fez o meu ontem, meu hoje e o meu amanhã e fez todos eles quando eu nem sequer existia.
Fábio Maia


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